Problemas e lesões

 

Uma das regiões do corpo que mais sofre com problemas com o passar do tempo são as cartilagens e as articulações. Encontradas nas extremidades dos ossos e, até mesmo, entre eles, ela é a grande responsável por amortecer impactos, equilibrar as forças e evitar que os ossos se desloquem e gerem atrito entre si.

Assim, essa estrutura é a grande responsável por preservar a integridade do tecido ósseo pelo maior tempo possível. A artrose limita a movimentação dos enfermos e necessita de acompanhamento médico.

O que é?

A artrose é um problema onde a cartilagem, de qualquer parte do corpo, começa a se degenerar. E o processo é lento e doloroso, gerando um tecido cartilaginoso áspero e podendo culminar, caso o paciente não procure ajuda médica, com a sua total destruição, deixando os ossos expostos a atritos incomuns, o que gera dor e limitação do movimento. 

A artrose do ombro é um problema mais raro se compararmos às artroses do quadril, joelhos, mão e coluna, mas pode gerar limitações significativas e bastante dor.

Causas

Existem diversas situações que conspiram para o desgaste da cartilagem e consequente surgimento da artrose. O mais comum é o chamado desgaste primário que ocorre devido ao envelhecimento, sendo um fator natural e que precisa ser observado para evitar problemas durante a terceira idade.

O desgaste secundário surge através de doenças, infecções, fraturas ou luxações que tenhamos durante a vida. Doenças que causam reumatismo também podem contribuir para o desgaste da região. O problema também pode surgir oriundo de esforços repetitivos e extremamente desgastantes, como em atletas praticantes de thriatlon e outros esportes de alto impacto.

A terceira e última causa é a artrose que causa uma lesão no manguito rotador. Esse caso específico acontece devido a um desarranjo muscular e pode afetar os tendões do ombro, gerando ainda mais dor e problemas ao paciente.

Sintomas

Entre os principais sinais de que a pessoa possui a artrose no ombro, estão:

- Dores constantes na região;

- Ombro estalando;

- Sensação de areia no ombro;

- Inflamações no ombro;

- Dificuldade de movimentação.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de uma consulta com um médico especializado em ombro. O profissional analisará o histórico médico do paciente e, talvez, até da família para entender se é um problema recorrente.

É necessário também que o paciente relate tudo que sente, como dor no ombro, a sensação de areia na articulação, se o ombro está estalando e se há a diminuição na amplitude do movimento. É importante, também, falar sobre a rotina diária, para que o médico possa identificar atividades que estejam piorando ou gerando o quadro.

Com tudo isso em mãos o médico vai conseguir descartar problemas como lesão do manguito rotador, artrite ou qualquer outra doença com sintomas parecidos. Ainda na fase de diagnóstico, o ortopedista pode solicitar um exame de força muscular e um de desempenho, para avaliar como está a articulação.

Exames de imagem, como raio-x, ressonância e radiografias também podem ser pedidos para gerar um relatório completo da situação da cartilagem e da artrose no ombro. Com essas informações coletadas e apresentadas ao médico, ele conseguirá recomendar o tratamento mais adequado. As cirurgias, que veremos adiante, só são recomendadas em casos extremos de necessidade.

Tratamento

Os procedimentos para ajudar na recuperação da artrose no ombro são simples, mas envolvem a dedicação do paciente. Apesar de simples, vale dizer que os cuidados servirão para diminuir a dor e controlar a velocidade da doença, não existindo uma cura natural para o problema. É possível substituir a cartilagem por uma prótese, mas o processo traz alguns riscos cirúrgicos e só é recomendado em último caso.

Existe a possibilidade da recomendação de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, e até mesmo suplementos voltados à cartilagem.

A fisioterapia também é adotada como tratamento. A ideia é seguir a rotina estabelecida pelo médico e pelo fisioterapeuta, que terão exercícios de fortalecimento, além do uso de “gelo” e “calor”, para combater inchaços e inflamações.

Nos casos mais graves, onde os tratamentos convencionais não geraram o efeito esperado, a artroscopia também pode ser necessária, seja para a raspagem da cartilagem, seja para a troca da articulação por uma prótese. Caso seja necessário realizar a troca, a cirurgia troca de nome, saindo de artroscopia para artroplastia.

Essa cirurgia, inclusive, é recheada de informações que precisam ser bem especificadas e fornecidas aos pacientes. São vários os tipos de artroplastias. Comecemos pela resurfacing e pela artroplastia parcial, que envolvem a substituição do úmero, sem a colocação de outro implante.

A ideia é melhorar a dor no ombro, os estalos e tirar a sensação de areia no ombro. Essas duas alternativas são indicadas para pacientes mais novos e com a artrose atingindo, na maior parte, o úmero.

Existe, ainda, a artroplastia total que é a indicada na maior parte dos casos. Nessa cirurgia são colocados implantes nas duas partes da articulação, substituindo uma grande porção dos ossos do ombro do paciente.

O último tipo de artroplastia é a reversa, que acontece quando o paciente tem uma lesão no manguito rotador. Após a cirurgia é necessária a imobilização por 4 semanas, seguida de fisioterapia para ganho dos movimentos e fortalecimento do manguito rotador.

Outras Informações

A recuperação da artroscopia no ombro costuma ser rápida, com o paciente recebendo alta entre três e cinco dias. Quando acontecer a retirada dos pontos, o paciente precisará começar imediatamente a fisioterapia e fortalecimento da região, para evitar problemas futuros no mesmo local.

Além disso, a mudança de rotina, com a inclusão de exercícios localizados e o acompanhamento médico do ortopedista são fundamentais para prevenir qualquer outra lesão na região e acompanhar o progresso da cirurgia, se for o caso.