Problemas e lesões

 

O dia a dia exige do corpo movimentos repetitivos. Levantar, andar, esticar os braços e várias outras ações são feitas de maneira automática para o bom desempenho das atividades, sejam elas corriqueiras ou esportivas.

Esses esforços, com o passar do tempo, podem resultar em problemas clínicos, como é o caso da epicondilite medial, também conhecida como cotovelo do golfista. A patologia é uma inflamação nos tendões flexores do punho e costuma gerar uma incômoda dor no cotovelo, sendo necessário o acompanhamento de um médico especialista, para que o tratamento seja feito de maneira correta.

O que é?

A epicondilite medial (cotovelo do golfista) pode ser confundida com a epicondilite lateral (cotovelo de tenista). A diferença entre as duas está na localização da inflamação dos tendões: a epicondilite lateral ocorre na parte lateral do cotovelo, região responsável pela pronação, atingindo o tendão do músculo extensor radial.

Já a epicondilite medial afeta os tendões na parte supinação. Estes tendões são os que se ligam ao epicôndilo medial do antebraço. A inflamação e a degeneração, tanto dos tendões flexores como dos pronadores do punho, têm origem no côndilo medial, ou seja, a parte interna do cotovelo.

A epicondilite medial é mais rara, atingindo apenas 1% da população – em sua maioria pacientes que fazem o uso do braço acima da cabeça, forçando-o com frequência (ex. marceneiros, pintores e golfistas) e causando dor no cotovelo.

Sintomas

Como qualquer problema do tipo, o principal sintoma é a dor. Nesse caso específico, a dor aparece nas partes internas e/ou externas do cotovelo e, por essa razão, a doença também é conhecida por cotovelo do golfista, alusão ao esporte que exige bastante esforço dessa região do corpo.

Também existem outros sintomas que estão relacionados à epicondilite medial, como:

- Perda de força em movimentos que envolvam esforço da mão fechada (como girar uma torneira);

- Dificuldade em realizar determinados movimentos que envolvam a região afetada;

- Formigamento no braço e nos dedos.

Diagnóstico

A melhor maneira de diagnosticar o problema é procurando um ortopedista ou um médico esportivo que seja especializado nesse tipo de doença. Ele será o responsável por pedir vários exames, como tomografias e radiografias para identificar o problema específico e não fazer confusão com outras enfermidades, como a epicondilite lateral, por exemplo.

É possível que o médico esportivo realize exames físicos e de toque para sentir a região e compreender a procedência da dor.

Tratamento

 Após o diagnóstico feito pelo médico, o especialista irá prescrever o tratamento mais adequado para o cotovelo do golfista. O médico pode recomendar, em uma primeira tentativa, que o paciente apenas repouse, buscando cessar o inchaço e conter a dor no cotovelo. É possível que sejam receitados medicamentos anti-inflamatórios para aliviar os sintomas e fazer com que o impacto do tratamento no dia a dia seja o menor possível.

Durante esse processo de recuperação, o especialista irá recomendar que o paciente evite qualquer esforço físico desnecessário, seja levar uma sacola de supermercado a pegar uma criança no colo.

Entretanto, apesar desse tratamento convencional para o cotovelo do golfista, existem outras maneiras de combater o problema. Em casos um pouco mais complicados, a fisioterapia pode ser adotada para tentar diminuir os sintomas.

Durante as sessões de fisioterapia, a ideia é utilizar diversos recursos da área, como ultrassom, tens e exercícios de alongamento, além de fortalecimento da região e outras técnicas para diminuir a dor e fazer com que o paciente volte para suas atividades o quanto antes.

Em casos mais extremos, pode ser adotado um último nível do tratamento conservador, composto pela injeção de anestésicos e corticoides no local da dor. É importante ressaltar que esse procedimento tem que ser pedido e acompanhado pelo médico. Se mesmo com todas essas alternativas, as dores persistirem, é necessário se preparar para uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia, nesse caso, costuma ser rara, dado o avanço dos tratamentos conservadores e a qualidade dos exercícios oferecidos pelos fisioterapeutas. Apesar disso, em casos extremos, pode ser necessária.

O processo cirúrgico será conduzido pelo médico esportivo ou ortopedista que, ciente da demanda do paciente em questão, optará ou por remover os tecidos doentes, sem prejuízo às funções motoras da pessoa, ou trabalhar na descompressão de nervos atingidos, diminuindo os sintomas e o desconforto.

Outras informações

É preciso deixar claro que o problema é grave e pode impedir o paciente de realizar atividades comuns do dia a dia. Evitar a automedicação e comparecer ao médico o quanto antes pode evitar que a enfermidade se desenvolva de maneira desnecessária e prejudique práticas esportivas ou profissionais.

Seguir as rotinas de fisioterapia ou de descanso à risca também são processos fundamentais, tendo em vista que esses cronogramas são feitos de acordo com o potencial de recuperação do corpo.