Problemas e lesões

 

Os praticantes de esportes que demandam alto rendimento dos membros superiores costumam sofrer com uma enfermidade conhecida como ombro do arremessador. O problema costuma surgir devido à prática prolongada de modalidades como o tênis, o vôlei, o handebol e o baseball.

Como essas atividades exigem esforço prolongado dos músculos do braço, é comum que a cápsula posterior sofra alguns impactos e apareçam contraturas na região, gerando alterações como a lesão do lábio superior (ou lesão SLAP) e a discinesia escapular, além de causar, entre outros sintomas, dor no ombro.

Causas

A principal causa do ombro do arremessador é o treinamento excessivo e a posição incorreta de alguns movimentos dentro do esporte. Jogadores de modalidades como tênis, vôlei e, até mesmo goleiros, usam muito os membros superiores para atingir os objetivos, seja em treinos ou em jogos.

Dessa forma, o exercício de rotação acontece muitas vezes, com velocidades diferentes e amplitudes variadas e, em alguns casos, com a técnica errada. Esse tipo de alteração costuma surgir com o passar do tempo, causando danos ao tendão do ombro e impactos na articulação, gerando o problema final.

Sintomas

O ombro do arremessador limita a amplitude de movimento dos atletas, comprometendo seu rendimento e gerando dor ao executar as atividades.  Um dos principais sintomas da doença está associado à fraqueza na região, capaz de impedir que o atleta mantenha seu nível de treinamento e atuação nos esportes. Esse acontecimento é chamado de “primeira alteração”, sendo um sinal de que algo não está funcionando bem.

Com o passar do tempo, caso o paciente não busque ajuda especializada, o ombro pode passar a mover-se de outra maneira, se adaptando à rotação da pessoa e não funcionando da maneira correta (com a rotação partindo do centro do ombro, de maneira reta). Isso gera a torção do tendão que culmina na dor no ombro.

Esse tipo de alteração pode gerar vários outros problemas, como lesões do lábio superior (lesão SLAP), discinesia escapular e a contratura da cápsula posterior. Se o paciente insistir em não procurar um médico, os danos podem ser ainda mais intensos, levando a outras alterações, como a frouxidão dos tendões, impossibilitando a prática das atividades diárias e gerando dor intensa.

Diagnóstico

A principal maneira de diagnosticar o ombro do arremessador é consultando um médico ortopedista. Ele fará perguntas sobre a rotina do paciente, para saber quais as atividades praticadas e poderá solicitar exames físicos e de imagem.

Os resultados dos exames de imagem, como ressonância magnética e raio-X, serão fundamentais para entender se o caso realmente se trata de ombro do arremessador, e para não confundi-lo com outras enfermidades comuns nesses esportes.

Tratamento

O processo de recuperação inicial é feito com sessões de fisioterapia, com o objetivo de que os movimentos do ombro voltem ao normal. A rotina de exercícios será intensa e precisará ser seguida à risca para, assim, evitar a volta do ombro do arremessador e evitar que apareçam outras enfermidades capazes de causar ainda mais limitação e dor no ombro.

Os exercícios terão como objetivo central o fortalecimento do manguito rotador e de outros músculos da região. A tendência é que os sintomas e dores comecem a diminuir, fazendo com que o paciente possa voltar às atividades normais em pouco tempo. Durante o processo de tratamento o ideal é evitar ao máximo rotacionar o ombro, dando preferência à rotação do tronco, para isolar a área e não forçá-la de maneira desnecessária.

Quando a lesão já está em um estágio mais evoluído, a cirurgia pode ser o caminho recomendado pelo ortopedista. O problema costuma ser corrigido por meio de uma artroscopia e, vale dizer, que o reparo da lesão de SLAP é o mais comum feito pelos ortopedistas.

Se os alongamentos receitados na fisioterapia não conseguirem auxiliar na correção das contraturas na parte de trás do ombro, a cirurgia também pode atuar nesse sentido para tirar a dor da rotina do paciente. A reabilitação pós-cirúrgica costuma levar de três a seis meses e o paciente seguirá com a rotina de exercícios visando fortalecer a região para evitar que o problema volte.

Outras informações

É fundamental ter ciência de que se automedicar não solucionará o problema. Esconder uma lesão como o ombro do arremessador e continuar a prática esportiva pode gerar um caso ainda mais grave no futuro podendo, até mesmo, comprometer a movimentação para sempre.

A recomendação é que, ao sentir dores na região, o paciente já procure um ortopedista especialista em ombro o quanto antes para solucionar o problema e corrigi-lo, trazendo mais segurança nas atividades diárias e na prática esportiva.